As compras pela internet são uma tendência dentro do cenário de isolamento social, e diversos ramos da economia já operam pela web

O início do isolamento social representou uma queda significativa nas vendas em diversos setores da economia. Passado o susto, muitos negócios dão o exemplo de que é possível manter o contato com cliente e o faturamento. Mas o caminho é apostar nas vendas online garantem empreendedores.

O empreendedor e proprietário do comércio de semijoias, Caio Gazin viu as vendas do e-commerce da empresa subir 35% durante a quarentena. Ele e os funcionários continuam trabalhando a todo vapor para dar conta de entregar os pedidos e continuar alimentando o site com novos produtos.

“As demissões não aconteceram no e-commerce, e ainda tivemos que aumentar e contratar mais. Estamos fazendo horas extras, e pegamos os produtos das lojas físicas e colocamos para o estoque do e-commerce”, destaca o empresário.

Para que as vendas acontecessem, Gazin explica que deu atenção especial para as redes sociais. “Os clientes estão muito dentro das redes sociais. Nós investimos mais em impulsionamentos para encontrar estes clientes com mais facilidade”, comemora Gazin.

Outro empresário que sentiu um resultado positivo nas vendas online é o proprietário da floricultura Melo Flores, Pedro Melo. Ele conta que desde o início do isolamento social, as vendas pela internet e telefone aumentaram 70%. “Tivemos fôlego para manter os negócios”, comemora.

“Percebemos que mesmo com a loja fechada, os clientes lembram de nós e fazem pedidos pelo whats app. Nas redes sociais investimos bastante também e e é o que dá o maior retorno nos dias de hoje”, reforça Melo.

A floricultura não precisou demitir funcionários já que a demanda subiu. Frente ao problema econômico de inúmeros comércios fechados, a resposta dos funcionários foi positiva.

“Nosso time é bem família e eles viram que a demanda aumentou. Todos vem trabalhar com vontade de vencer, de lutar, de vender mais e ajudar mais. E com isso, eu consigo dar um salário melhor e maior para eles”, conta o empresário.

O efeito atinge até outras pontas da cadeia, conforme explica o empresário. “Nossos fornecedores que tiveram muitas perdas e estamos conseguindo ajudá-los. E pós o coronavírus, nossa parceria vai aumentar ainda mais, porque é assim que a coisa dá certo”, ressalta.

Conhecimento no ramo
John Lenon, CEO da Chicken in House, conta que precisou contratar mais motoboys para dar conta dos pedidos de delivery dos restaurantes. As lojas que estão fora de shoppings estão funcionando apenas para entrega, mesmo assim, o movimento subiu de 30% a 60%.

Acostumado com o sistema de pedidos, a empresa que nasceu do delivery está bem adaptada para a nova realidade. Para Lenon, o diferencial está no atendimento ao consumidor e no treinamento dos funcionários.

“Nossos motoboys são exclusivos e sempre zelamos muito pela educação deles e para que o produto sempre chegue fresco. Muita gente pede e elogia, tem clientes que até escolhem os motoboys porque gostam do atendimento”, destaca.

A marca precisou afastar os funcionários do grupo de risco, e outros, das lojas que não podem operar o delivery tiveram contratos suspensos. Alguns podem prestar serviços eventuais nas entregas. Mas em todas as lojas, eles precisaram contratar mais entregadores.

De acordo com a Associação Paulista de Supermercado (Apas), as vendas online dos supermercados paulistas continuam sendo uma alternativa para os consumidores evitarem a compra presencial nas lojas físicas.

Na semana da Páscoa, o crescimento das vendas online nos supermercados foi de 81%. O movimento se manteve desde a semana anterior, que compreende os dias 30 de março e 5 de abril, quando as vendas cresceram 74%, comparado à média dos últimos meses.

Mas para que tudo isso aconteça, empresas de tecnologia viabilizam os negócios entre as empresas e seus clientes na internet. O setor também apresentou um aumento na procura por ferramentas que possibilitem que estas vendas online se concretizem, e que os produtos cheguem ao destino correto.

Algumas destes marketplaces cobram taxas nas vendas, mas para fugir delas, as empresas também podem abrir seu próprio aplicativo. A Delivery Direto, da Locaweb, afirma que a empresa que recebe cerca de 350 mil pedidos por mês de seus 1,8 mil clientes já teve um aumento de 10% nas demandas nos últimos dias.

“O delivery tem se consolidado como uma tendência. No atual cenário, vemos o serviço também como uma opção tanto para o restaurante que precisa manter sua operação saudável e pode contar com uma plataforma para ter maior organização e autonomia de operação, quanto para o cliente que quer receber suas refeições em casa. Além disso, no caso dos nossos clientes, ajudamos a manter o funcionamento de estabelecimentos que empregam cerca de 18 mil profissionais”, explica Allan Panossian, cofundador e CEO do Delivery Direto.

Fonte: R7

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