A transformação digital é uma mudança fundamental na maneira como uma organização agrega valor aos seus clientes. Isso é fato. Seu objetivo é fazer com que as empresas se tornem Relevantes na Era do Consumidor Conectado, enquanto crescem as oportunidades de negócios.

“57% das organizações dizem que seu negócio principal está em risco de interrupção digital.”

Só que ao contrário dos outros ciclos de mudanças no mundo, desde a “Revolução Industrial”, que iniciou-se em 1760, a do surgimento dos Programas de Qualidade no Japão, na década de 60, chegando ao ápice da Transformação Digital em 2020, todas as mudanças ou revoluções, como você preferir, até esse momento, nasceram da necessidade da indústria de evoluir internamente.

Só que a Transformação Digital nasceu a partir das experiências dos consumidores que as empresas não digitais não conseguem entender e se adequar. A pressão é de fora para dentro. E isso tem tirado o sono dos líderes empresariais no mundo todo.

Por que isso acontece?
Porque, apesar de estarem presentes no ambiente digital, continuam pensando e atuando de forma analógica. Essa é a principal conclusão dos estudos de Maturidade Digital que o ITD realizou em diversos segmentos.

“As empresas estão presentes no ambiente digital, mas continuam pensando e agindo de forma analógica”.

Esse estudo analisa 25 itens, desde o uso de ferramentas de inteligência digital até a experiência do consumidor com a marca.

É como se a empresa fosse ao médico, relatasse suas dores e fosse feito vários exames, que identifica de forma clara e precisa qual o tratamento deve ser realizado.

E porque, ao saber qual o tratamento deve ser feito, a empresa permanece paralisada?
Por que o tema Transformação Digital é tão assustador para o empresário?
Porque, mesmo recebendo muitos insights no seu dia a dia, que os negócios estão se deteriorando, não acontece uma virada no jogo?

Por quê? por quê?
Você também deve ter muitos “porquês”, não?

Três habilidades são fundamentais para que sua empresa sai dessa paralisia e ingresse de verdade na era de transformação digital, de forma eficiente e que gere Lucratividade ao seu negócio.

VELOCIDADE, AGILIDADE E ALCANCE.

Mas gostaria de propor um passo a passo, para que o papel dessas habilidades fique bem claro dentro da sua Estratégia de Transformação Digital.

PRIMEIRO PASSO: VELOCIDADE = ORGANOGRAMA ÁGIL
As tomadas de decisões nas empresas precisam ser velozes e precisas.

Mas como fazer isso, se o organograma das corporações é o mesmo do século passado?

Com muitos níveis hierárquicos, todos de forma vertical, dificilmente essa empresa irá ser veloz na tomada de decisões.

O funcionário precisa pedir permissão pro chefe, que pede pro gerente, que leva pro diretor, que convoca reunião com o presidente e por aí vai…

Ao mesmo tempo, o “cliente” não faz parte desse organograma. ou seja, o discurso de que toda empresa pensa no cliente é só para inglês ver.

Na prática, as empresas tomam decisões baseadas no seu interesse e raramente pensam em atender as necessidades dos clientes.

Quantas vezes você já ouviu a seguinte frase: “Aqui sempre foi assim” ou “o cliente precisa se adaptar as nossas regras”, ou ainda “o sistema não permite”.

Em algum momento, na sua empresa, você discutiu o modelo de organograma ideal em um mundo em transformação?

Vi muitas vezes alguns “gurus” pregando que as organizações precisam mudar seus processos internos.

Mas de que adianta mudar os processos, se as decisões continuam acontecendo de forma analógica, lenta e por quem não participa desde o primeiro momento?

Quantas vezes você apresentou uma ideia, um projeto para alguém na empresa, que disse que iria levar para o diretor, superintendente, para o presidente e que depois daria retorno?

Desde a infância, quando praticávamos aquela brincadeira do telefone sem fio, sabemos que esse modelo não funciona. Por que você acredita que na sua empresa vai funcionar? Não é mesmo?

No ITD desenvolvemos um modelo de Organograma ideal para organizações que estão realmente interessadas em promover a Transformação Digital e esse modelo tem se mostrado extremamente eficaz e atende 100% a necessidade de velocidade nas tomadas de decisão, sempre baseadas no principal elemento da Transformação Digital: O cliente!

SEGUNDO PASSO: MAPEAMENTO DE PROCESSOS = MAIOR PRODUTIVIDADE

A partir daí, sim, estaremos preparados para fazer o mapeamento dos processos, que reflita em resultados práticos.

Mapear e identificar as necessidades de evolução dos processos internos é o segundo passo para que a empresa entenda o mundo em transformação e se habilite para tornar-se uma empresa digital, independente do porte e/ou segmento de atuação.

Sei que muitos adoram um Canvas, como exercício prático nas organizações, mas posso provocar um pouco seu pensamento crítico?

Porque ao invés de elencar pontos fortes, fracos, concorrentes, etc… o tempo não é dedicado para mapear e melhorar os processos internos?

As mudanças acontecem tão, mas tão rápidas, que esse trabalho todo quando estiver concluído, já estará desatualizado.

Quem é seu concorrente hoje? É o mesmo de ontem? Será o mesmo de amanhã?

Se o mapeamento dos processos na sua empresa for feito de forma eficiente, pensando como uma empresa digital, não importa quem são os concorrentes.

No ITD desenvolvemos uma metodologia de mapeamento de processos que ajuda a empresa a pensar como uma empresa digital. E isso tem feito toda a diferença.

TERCEIRO PASSO: AGILIDADE
De nada uma organização ter velocidade se ela não for ágil, para corrigir o rumo durante o processo de transformação digital.

Já pensou num caminhão em alta velocidade?
Se ele precisar desviar de um obstáculo, como irá proceder?

É o mesmo que se deseja numa empresa em transformação. Que tenha velocidade para não ser surpreendido pelo mercado, mas que seja ágil o suficiente para alterar o rumo a qualquer momento, para aproveitar as novas ondas de oportunidades que surgem em ciclos cada vez mais rápidos.

QUARTO PASSO: ALCANCE
Essa é a grande questão que as organizações se preocupam o tempo todo. Ainda mais na última década com a globalização e o avanço exponencial das ferramentas de comunicação.

Na maioria das vezes, o fato de estarem presentes no ambiente digital, passa a impressão de que essas organizações têm esse desejado alcance. Quase sempre, dedicam um esforço enorme produzindo para as redes sociais e priorizando o investimento em publicidade nessas plataformas.

Cada vez mais as plataformas digitais líderes de mercado, como Google e Youtube (busca), Facebook e Instagram (redes sociais), só para citar as quatro mais utilizadas no mundo, exploram seus algoritmos para compreender as necessidades dos seus usuários e ao mesmo tempo, cobram das empresas investimentos cada vez maiores em publicidade para falar com seus próprios clientes.

Mas como assim?
Minha empresa precisa pagar para mostrar algo para quem já é meu cliente?

Sim. Essa é a dura verdade do ambiente digital. E isso vai se acentuar ainda mais por conta da Inteligência Artificial – AI e a Internet das Coisas – IoT, que essas plataformas utilizam com muita inteligência.

Quem deveria saber tudo sobre seu cliente, é quem menos sabe. Mesmo quando ele deseja informar.

Quem não deveria saber quem é seu cliente, tem todas as informações dele.
Estranho, não?

QUINTO PASSO: INTELIGÊNCIA DIGITAL = RESULTADOS!
Resumindo: ou você tem uma Estratégia de Presença Digital eficiente, ou vai ter que desembolsar cada vez mais recursos para atingir seus objetivos na Era do Consumidor Conectado e se comunicar de forma eficiente com seu próprio cliente.

Portanto conhecer as ferramentas de Inteligência Digital dos players de mercado e entender a jornada do consumidor no ambiente digital, são passos importantes para que a transformação digital aconteça na velocidade que o mercado exige, de forma ágil e que tenha o alcance necessário para que os resultados aconteçam.

Tudo isso só será possível com uma equipe multidisciplinar, com experiência e conhecimentos que o Profissional do Futuro deve ter.

De nada adianta ter recursos financeiros, investir em tecnologia, se a base do projeto de transformação digital não contemplar os passos acima.

Você concorda ou não?
Qual sua opinião?

Na próxima semana, vou publicar um artigo falando sobre as Tendências para um mundo em transformação. Esse artigo irá complementar o que abordamos aqui. Fique ligado!

Autor: Paulo Kendzerski

– Presidente do Instituto da Transformação Digital
– Membro do Enterprise Europe Network
– Diretor Presidente da agência WBI ON LIFE, desde 2000
– 30 anos de atuação no ambiente corporativo
– Especialista en Planejamento Estratégico Digital
– Consultor em mais de 500 projetos de inovação
– Prêmio “Campanha Destaque Google 2015”
– Autor do livro “Web Marketing e Comunicação Digital“ (2 edições – 2005 e 2009)
– co-autor do livro “Impressão Digital. A tecnologia a serviço da Comunicação
– co-autor do livro “Gigante de Vendas.

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